maniFESTO
Nasci da contradição, das potências que emergem da escassez e de caminhos sinuosos. Sou feito de histórias e encontros entre pessoas que trazem na bagagem os saberes das mais diversas regiões.
Sigo em movimento, valorizando e salvaguardando as potências criativas e tecnológicas das favelas, compartilhando suas memórias e múltiplas produções culturais.
Junto a mais de 16 milhões de pessoas, em mais de 12 mil favelas no Brasil, sou um ponto de encontro entre diferentes linguagens e territorialidades. Neste solo, originalmente indígena — ponto de partida da colonização e urbanização de São Paulo — chego para reelaborar narrativas e provocar outros sentidos.
Pertencimento. Reconhecimento. Acolhimento.
Construído por pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas, proponho a centralidade de saberes colocados à margem, a partir de pesquisas, performances, fazeres artísticos, debates plurais, escutas sensíveis e do fortalecimento dos corres de quem empreende, reconhecendo as favelas como protagonistas das suas histórias.
Eu sou o Museu das Favelas e afirmo: novos caminhos para a mudança precisam passar pelas favelas.
