Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e Extra Mercado apresentam:

 

XEPA: FAVELA, COMIDA E SUSTENTABILIDADE

AOS DOMINGOS, DE 01/10 A 05/11 de 2023

A XEPA vai falar, e numa boa.
Bora cozinhar umas ideias?

Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos nas favelas, nossas comunidades são lugares onde a criatividade acontece para o desenvolvimento sustentável. Favelas mais verdes é uma realidade que germina em muitas quebradas no país.

É claro, esse papo precisa circular pelo maior número de pessoas possível e por que não começar essa conversa por um tema que tem total relação com sustentabilidade: nossa alimentação? Comida é assunto sério. Temos que comer todos os dias, pelo menos três vezes. Não adianta vir de caô, não é qualquer “gororoba” processada que nos garante uma alimentação saudável.

Reunimos 12 chefs, profissionais da alimentação e agentes sociais para inspirar e conscientizar a galera sobre o desperdícios de alimentos, a potência de uma gastronomia social, além de promover uma grande celebração à favela e toda sua força em germinar mesmo nas frestas do asfalto.

De 1/10 a 5/11 de 2023, aos domingos, das 11h às 13h, o Museu das Favelas e o Extra Mercado convidaram a população para diálogos e atividades práticas sobre a maneira como nos alimentamos, propondo alternativas mais sustentáveis de consumir e evitar a perda e o desperdício de alimentos, fortalecendo a autonomia e o futuro das favelas e periferias.

Em seis encontros, seguidos de aulas culinárias demonstrativas, foram compartilhados saberes sobre temas necessários para refletir sobre alimentação e sustentabilidade nas favelas, abordando temas importantes como: memória afetiva gerada pelas receitas de famílias criadas por nossas avós; os saberes ancestrais da terra para a produção de alimentos agroecológicos; como melhorar a alimentação das nossas crianças; culinária afro brasileira e o sagrado na cozinha; caminhos alternativos possíveis a partir de uma dieta à base de plantas; e, por fim as práticas alimentares promovidas do corre de quem luta contra a fome.

Nunca mais sem nós! Seguiremos juntas e juntos por uma trilha de aprendizagens a partir dos ensinamentos populares que a xepa nos oferece: reconhecer a relevância dos alimentos que escapam da noção de boa aparência, mas que são de qualidade e também são fonte de nutrição para nossos corpos. XEPA é luxo que nos impulsiona no combate à fome e ao desperdício. XEPA é a conexão entre saberes ancestrais e tecnologias inovadoras elaboradas nas quebradas. XEPA é colocar mais água no feijão, mais farinha no pirão para todo mundo se alimentar bem.

Tão servides?
Vem pro XEPA!

 

MEDIAÇÃO DE PATTY DURÃES

Patty Durães, especialista em culturas alimentares e coordenadora pedagógica da escola Gastronomia Periférica e TEDx Speaker com “Vamos Descascar mais e desembalar menos”, será a mediadora dos encontros.

Comida é memória, afeto e identidade. No mês da gastronomia social, o primeiro encontro propõe uma troca sobre memórias afetivas e o cuidado na relação com a alimentação e o cozinhar, destacando a importância das receitas de família feitas pelas matriarcas e a sabedoria ancestral dos quintais. A comida de vó representa uma ferramenta de educação alimentar, segurança e soberania alimentar. Sabe aquela comida que te faz viajar para o passado, mergulhar em um mar de sentimentos e emoções? Quais receitas representam a sua história? Da cocada ao quindim, da feijoada à pamonha, receitas pensadas, aprendidas e adaptadas por nossos antepassados para alimentar são comidas que marcam gerações e gerações

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Vó Tutu (Instituto Ações Sociais Vó Tutu) – Moradora da Brasilândia que conseguiu alimentar centenas de pessoas de sua comunidade na pandemia, através da receita de seus pães.

 


Urideia Andrade (Gastromotiva)
– Nordestina arretada e apaixonada pela Gastronomia Brasileira. É uma das cofundadoras da Gastromotiva. Parceira de longa data da instituição e moradora da comunidade do Jaguaré, fez parte da primeira formação oferecida pela organização e esteve junto com David Hertz, quando a Gastromotiva era um bufê social. Hoje, Urideia é empreededora social, líder comunitária e uma das idealizadoras do movimento Mobiliza Jaguaré.

A agroecologia, apesar de ser um termo recente, é uma nova nomenclatura para modos de vida, técnicas de manejo e tradições de povos tradicionais e ancestrais, ou seja, uma forma de organização societária, onde a produção e o consumo de alimentos limpos estão à disponibilidade de todos. O encontro propõe diálogos sobre o resgate de manejos ancestrais de plantios, racismo ambiental e justiça climática. Você já buscou saber de onde vem o alimento que comemos e quem produz? Mais de 70% da produção de alimentos no Brasil vem da agricultura familiar e a maioria desses agricultores são pessoas negras. Muitas iniciativas de plantio orgânicos e agroecológicos ocorrem em lotes e sítios de famílias camponesas negras. Plantar o próprio alimento é o ponto de partida para uma educação alimentar ancestral: a agroecologia.

 

Wagner Ramalho (Prato Verde Sustentável) – Fundador e Coordenador do projeto Prato Verde Sustentável, projeto premiado pela Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (ABRAPS) em 2018.

 

 

Priscila Novaes (Kitanda das Minas) – Empresária, chef de cozinha e pesquisadora. Proprietária da Kitanda das Minas, um negócio de impacto social com o objetivo de inserir mulheres negras no mercado gastronômico.

A insegurança alimentar que atinge as favelas e periferias é de alguma forma sanada nas escolas, onde a merenda escolar acaba sendo a refeição mais completa ou ainda a única refeição do dia para as crianças. Nesse encontro é necessário falar sobre a Merenda Escolar e o PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar, e ainda a importância de uma educação alimentar desde a infância. Como educar as famílias sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na alimentação das crianças? Crianças devem se relacionar com os alimentos e com o cozinhar desde cedo, não só pensando em nutrição mas também nas outras relações que temos com a comida.

 

Mãe Tutu (Iyalorisa e merendeira) – Iyalorisa com 20 anos de experiência na área da saúde e uma grande vivência na área filantrópica. Merendeira há mais de 10 anos no Centro para Juventude da Mooca.

 


Ariela Doctors (Instituto Comida e Cultura)
– Comunicadora, pesquisadora, educadora, chef de cozinha e gestora. Pós graduada em educação sistêmica integral e mestranda em nutrição na Faculdade de Saúde Pública – USP. Sua experiência profissional inclui produção de TV nas emissoras Globo e Cultura em projetos educativos e  desenvolvimento de produções cinematográficas. Idealizou, fundou e administrou o Restaurante Tanger por 17 anos na cidade de São Paulo

A cultura alimentar brasileira é uma das mais ricas e diversas, onde as tecnologias, ingredientes e saberes indígenas e africanos construíram pilares que alimentam a população de norte a sul até hoje. Alimentos como o coco, o dendê, o inhame foram trazidos de África, e por outro lado, a mandioca e o milho, nativos das Américas foram incorporados às tradições afro-brasileiras. Além desses ingredientes e inúmeros pratos como a feijoada, as moquecas, o acarajé, o mocotó, o quindim e a cocada, tecnologias culinárias foram passadas adiante nas cozinhas das casas grandes, nas senzalas, quilombos, comunidades tradicionais e nos terreiros. O encontro busca trazer referências afro-brasileiras e africanas para pensarmos a importância da soberania alimentar quando dialogamos com sustentabilidade nas comunidades, favelas e periferias.

 

Mãe Sandra (Onontochê Sandra de Xadantã) – Na vida religiosa desde 1984, foi iniciada pelo Toy Vodunnon Francelino de Shapanan, sendo da tradição do Tambor de Mina (culto mina jeje nagô e encantaria). Moradora da cidade de Diadema e com seu Kwê na cidade de Juquitiba.

 

Carmem Virginia (Restaurante Altar) – A pernambucana Dona Carmem Virgínia, gastrônoma e pesquisadora, escritora, cresceu dentro das cozinhas da família. A avó era merendeira de escola, as tias cozinheiras de mão cheia, que a incentivaram para o ofício. Como mulher negra, encontrou dentro da religiosidade de Matriz Africana a base de sua missão como cozinheira. Hoje, ela se divide entre as funções na sua carreira artística, onde faz parte do elenco, como jurada, do Cozinheiros em Ação e é apresentadora de seu programa “Uma Senhora Panela”, no Canal GNT e Globoplay.  É chef dos seus restaurantes em Recife – PE e na Vila Madalena – SP, o Altar Cozinha Ancestral, onde mescla a tradição e técnica secular da culinária africana com tempero Brasileiro.

O consumo de carne faz parte da cultura alimentar brasileira e também é um grande marcador social. Ao mesmo tempo, a alimentação vegetariana tem ganhado popularidade e adeptos, no entanto, também a um público específico – pessoas brancas, de classe média/alta e de grandes centros urbanos. E por conta disso, uma alimentação vegetariana acessível e popular não é assunto comum nas periferias. Uma alimentação vegetal, antes mesmo de estar associada ao vegetarianismo e veganismo, tem referências ancestrais indígenas, africanas e afro-diaspóricas. O vegetarianismo é um caminho para uma alimentação saudável fortalecendo o vínculo com sistemas alimentares sustentáveis e agroecológicos, já que a maioria dos alimentos no Brasil são produzidos pela agricultura familiar.

 

Tia Nice (Organicamente Rango) Chef e ex-faxineira que comanda o restaurante de culinária orgânica e acessível Organicamente Rango, conhecida como embaixadora da comida orgânica na região do Campo Limpo.

 


Pitchou Luambo (Restaurante Congolinária)
– Refugiado congolês, advogado, ator, produtor cultural, professor de francês, ativista de direitos humanos desde à África. Reside no Brasil há 10 anos. Comanda a cozinha do Congolinária com muita criatividade, bom humor e carinho.

O Brasil vive uma epidemia de fome que se acentuou desde 2018 e teve seu pico durante o auge da pandemia do COVID-19. São mais de 33 milhões de pessoas em algum nível de insegurança alimentar no país. Diante desta situação, diversos grupos, coletivos e ações são exemplos da Culinária do CORRE, onde alimentar quem mais precisa se tornou tarefa coletiva e de luta política. Além do fornecimento de alimentos, refeições, marmitas, cestas básicas, cesta de alimentos agroecológicos e orgânicos, muitos desses espaços tem o cuidado e o comprometimento com uma alimentação saudável e sustentável combatendo o desperdício utilizando alimentos da xepa que seriam descartados nas feiras ou em grandes centros de distribuição. A culinária do Corre é uma ação de educação alimentar e social, oferecendo oportunidades e atividades que envolvem cultura, arte e redução de danos.

 

Nice (Bar da Nice) – empreendedora no Bar da Nice, que fica na região da Santa Efigênia. O espaço abriga rodas de samba e saraus culturais, com o lucro revertido em ações para a população de rua do território.

 

 

Carmem da Silva Ferreira (Cozinha Ocupação 9 de Julho) – urbanista e ativista social, fundadora do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC), liderança e fundadora do projeto Cozinha Ocupação 9 de Julho. Chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio no Governo Federal.

TEXTO DE APRESENTAÇÃO

Inovando na cozinha: sustentabilidade da compra ao descarte. WWF. 2020. Disponível em: https://www.wwf.org.br/?75582/Inovando-na-cozinha-sustentabilidade-da-compra-ao-descarte

Transformação no sistema alimentar a partir das favelas. Revista Periferias. 2020. Disponível em: https://revistaperiferias.org/materia/transformacao-no-sistema-alimentar-vinda-das-favelas/

Favelas mais verdes: iniciativas de impacto socioambiental ganham espaço nas comunidades brasileiras. Um só Planeta. 2022. Disponível em: https://umsoplaneta.globo.com/sociedade/noticia/2022/02/17/favelas-mais-verdes-iniciativas-de-impacto-socioambiental-ganham-espaco-nas-comunidades-brasileiras.ghtml

1º Intercâmbio Nacional da Rede Favela Sustentável Amplia Saberes e Tece Sustentabilidade Entre Favelas, Quilombos e Aldeias [VÍDEO]. Rio on Whatch. 2023. Disponível em: https://rioonwatch.org.br/?p=69289

2º Dia Internacional de Conscientização sobre Perda e Desperdício de Alimentos. United Nations Environment Programme (UNEP). 2021.  Disponível em: https://www.unep.org/pt-br/events/un-day/2o-dia-internacional-de-conscientizacao-sobre-perda-e-desperdicio-de-alimentos

II Inquérito de Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 (II VIGISAN), Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e  Nutricional, 2022. Disponível em: https://olheparaafome.com.br/

Gastronomia Social: Conheça esse conceito que transforma vidas. Blog Prática, 2022. Disponível em https://blog.praticabr.com/gastronomia-social/

BLANCO, L. F. I. Que feira é essa?: a construção da comida como objeto a partir da experiência da xepa. Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz Brasília, 2020. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/47556

ENCONTRO 1

Comida, afeto e sustentabilidade. Núcleo de Extensão da USP sobre alimentação sustentável. 2023. Disponível em:https://www.fsp.usp.br/sustentarea/2021/04/07/comida-e-memoria-afeto-e-identidade/

Milho é um alimento de resistência  e sacralidade nas culturas afro indígenas do País. Jornal da USP. 2022. Disponível em:https://jornal.usp.br/ciencias/milho-e-alimento-de-resistencia-e-sacralidade-nas-culturas-afro-indigenas-do-pais/

Entre ingredientes, cozinhas e afetos: aspectos socioculturais de uma vida dedicada à comida. Revista ingesta. 2020. Disponivel em: https://www.revistas.usp.br/revistaingesta/article/view/167758

ENCONTRO 2

A luta pela agroecologia também é uma luta anti racista. Caatinga semeando  vida no semiárido. 2022. Disponivel em https://caatinga.org.br/2022/11/17/a-luta-pela-agroecologia-tambem-e-uma-luta-antirracista/

Atualidade do campesinato negro no nordeste brasileiro e suas contribuições para a contrução do conhecimento agroecologico. Revista Brasileira de Agroecologia. 2019. Disponível em:https://revistas.aba-agroecologia.org.br/rbagroecologia

Pesquisa revela que 31% dos Brasileiros consomem orgânicos. Organis. 2022. Disponível em:  https://organis.org.br/imprensa/pesquisa-revela-que-31-dos-brasileiros-consomem-organicos/

Racismo fundiario: Negros sao a maioria no campo, mas tem menos terra que brancos. G1/Globo,2022, Disponivel em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2022/11/20/racismo-fundiario-negros-sao-maioria-no-campo-mas-tem-menos-terras-do-que-brancos.ghtml

ENCONTRO 3

Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae

BEZERRA. J. A. B. Alimentação e escola: significados e implicações curriculares da merenda escolar.  Revista Brasileira de Educação v. 14 n. 40 jan./abr. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/SC7wnTqD4ZmVNTq8fj5mmXN/abstract/?lang=pt

Estudo  destaca importância do programa de alimentação escolar para o comércio familiar.Jornal da USP,2023,Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-destaca-importancia-do-programa-de-alimentacao-escolar-para-comercio-familiar/

Programa nacional de Alimentação Escolar corre risco de descontinuidade,Jornal da USP, 2019, Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/programa-nacional-de-alimentacao-escolar-corre-risco-de-descontinuidade/

ENCONTRO 4

Fome de que? Coletânea analisa significados dos alimentos  na américa latina, Jornal da USP,2019,Disponivel em:https://jornal.usp.br/atualidades/programa-nacional-de-alimentacao-escolar-corre-risco-de-descontinuidade/

Comida ancestral, Agroecologia em rede, 2020,Disponivel em https://agroecologiaemrede.org.br/experiencia/cozinha-ancestral/

Alimentação  decolonial: Tradições quilombola mudam forma de cozinhar da chef Aline Guedes, Brasil de Fato,2022, Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2022/05/17/alimentacao-decolonial-tradicoes-quilombolas-mudam-forma-de-cozinhar-da-chef-aline-guedes

Nossos pratos vêm de longe: a alimentação brasileira numa afroperspectiva. Blog Intrínseca, 2021. Disponível em: https://intrinseca.com.br/blog/2021/11/nossos-pratos-vem-de-longe-a-alimentacao-brasileira-numa-afroperspectiva/

<ahref=”A%20comida%20brasileira%20e%20o%20mito%20da%20democracia%20racial.%20Blog%20Mídia%20Ninja,%202021.%20Disponível%20em:%20https:/midianinja.org/news/a-comida-brasileira-e-o-mito-da-democracia-racial/ “>A comida brasileira e o mito da democracia racial. Blog Mídia Ninja, 2021. Disponível em: https://midianinja.org/news/a-comida-brasileira-e-o-mito-da-democracia-racial/

ENCONTRO 5

Consumo de carne bovina no Brasil cai ao menor nível em 18 anos. G1/Globo,2022,Disponivel em:https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2023/03/30/consumo-de-carne-bovina-no-brasil-cai-ao-menor-nivel-em-18-anos-diz-itau-bba.ghtml

Veganismo ou antiespecismo de base ancestral. Blog Coletiva Dhuzati, 2021. Disponível em: https://dhuzati.milharal.org/2021/11/01/no-dia-mundial-do-veganismo-dizemos-aos-povos-colonizados-que-o-abandonem-e-construam-um-antiespecismo-fundamentado-em-seus-ancestrais/

Pesquisa do IBOPE aponta crescimento histórico no número de vegetarianos no Brasil. Sociedade Vegetariana Brasileira, 2022. Disponível em: https://svb.org.br/2469-pesquisa-do-ibope-aponta-crescimento-historico-no-numero-de-vegetarianos-no-brasil/

Sobre o racismo do movimento vegano. Pensamentos Mulheristas, 2016. Disponível em: https://pensamentosmulheristas.wordpress.com/2016/01/03/sobre-o-racismo-do-movimento-vegano/

Veganism and intersectionality in Brazil. Anthropology of Food, 2023. Disponível em https://journals.openedition.org/aof/14483

ENCONTRO 6

II Inquérito de Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 (II VIGISAN), Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e  Nutricional, 2022. Disponível em: https://olheparaafome.com.br/

As Cozinhas Solidárias como política de combate à fome e à pobreza. Brasil de Fato,

  1. Disponível em https://www.brasildefato.com.br/2023/02/12/cozinhas-solidarias-como-politica-de-combate-a-fome-e-a-pobreza

Brasil com fome: pandemia e desmonte do Estado agravam drama dos trabalhadores. Brasil de Fato, 2021. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2021/08/11/brasil-com-fome-pandemia-e-desmonte-do-estado-agravam-drama-dos-trabalhadores

Programa Nacional de Cozinhas Solidárias é criado para garantir segurança alimentar nos centros urbanos. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/programa-nacional-de-cozinhas-solidarias-e-criado-para-garantir-seguranca-alimentar-nos-centros-urbanos

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Salve!
Minha origem vem das florestas, do campo e das águas
Meus ancestrais me deixaram herança, tranças, danças, gingas
Tecnologias, tradições vivas que eu carrego como orientação

Tentaram convencer nossas mentes
e nos deixaram uma vida artificial
muito plástico, poucas cascas, mas não me iludo
Miséria, pobreza e violência não me define
com alimento ancestral eu não vou sucumbir
A selva de pedra não vai me engolir
De fome eu não vou sumir
Levanta, anda, fica atento no corre!

O futuro é ancestral e o passado sempre foi sustentável
Da xepa sustento meu corpo, minha casa, minha comunidade
Do pouco que tenho, eu reparto o que posso
Me julgam sem futuro, cê tá maluco?!
Pelos meus sigo firme no passo do amanhã

Na cozinha de casa resisto, nenhum prato ficará vazio
No alimento da feira, favela eu sustento
Na xepa da vida, resisto, semeio respeito para colher dignidade
O sustento do povo que planta gingado e colhe abundância da ancestralidade
A favela é meu canteiro e nós somos sementes
e estamos germinando!

FICHA TÉCNICA.

Concepção: CORRE – Centro de Formação, Trabalho, Renda e Empreendedorismo do Museu das Favelas
Coordenação: Carla Zulu
Curadoria de conteúdo e criação de arte: Crioula | Curadoria Alimentar (@crioulacuradoria)
Pesquisa conceitual, textos e legendas: Alene Godoy (@afroecologica); Bruna de Oliveira (@brunacrioula); Natália Escouto (@natiescouto_)
Coordenação de Comunicação: Priscilla Fenics
Equipe de Comunicação: Vanderson Santos, Isadora Simas e Stefanie Flauzino
Produção Executiva: Carolina Rocha
Criação de arte – imagem e vídeo: Hallana Vitória (@hallanav)
Criador de Conteúdo – Feiras: Mateus Fernandes
Registros Fotográficos: Man Produções
Produção Audiovisual: A Toca Audiovisual

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